terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Infância destruída!

Mafalda: Tira de história em quadrinhos do cartunista argentino Joaquín Lavado, o Quino

"Quando a criança vai ser alfabetizada, em torno dos 6-7 anos, já assistiu em média 7 mil horas de televisão em sua vida"
(Lais Fontanelle) 

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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Sonho, Medo e Desespero em noites carregadas de Desespero, Medos e Pesadelos!


Cena do filme Trainspotting


“...Desde então me incomodam muito estas duas palavras:correto e sensato. São falsas e pedantes. Servem para ocultar e mentir. Tudo e incorreto e insensato. Toda historia, toda a vida, todas as épocas foram incorretas e insensatas. Nós mesmos. Cada um de nós, por natureza, é incorreto e insensato, só que nos reprimimos para voltar para o cercado como boas ovelhas, e aplicamos rédeas e mordaças em nós mesmos.
   Levei essa vida dupla durante muito tempo:correto e sensato, no trabalho. Incorreto e insensato no cortiço com Miriam. Ainda não me sentia livre, mas já estava no rumo. A verdade é que não me interessa nada que seja linear, reto. Não me interessa coisa nenhuma que progrida limpidamente de um ponto a outro, e que se saiba perfeitamente que tal linha começou aqui e terminou ali!
   Não.
   Nunca se deve pretender ser correto e sensato e levar uma vida linear e exata. A vida é muito imprevisível.”
Trecho de Trilogia suja de Havana de Pedro Juan Gutiérrez



Cena do filme Os sonhadores


Os jornais quase não chegam à minha cela, e pilharam as melhores páginas de suas
flores mais belas, os cafetões, como jardins de maio ...e a lembrança que ponho a
pastar prazerosamente à noite é de você, que longe das minhas carícias permanece
inerte, estirado; sozinha, brandida e desembainhada, sua vara atravessa minha boca
com a repentina rispidez malvada de um campanário furando uma nuvem de tinta,
um alfinete de chapéu a um seio. Você não se mexia, não dormia, não sonhava,
estava em fuga, imóvel e pálido, regelado, reto, estendido teso sobre o leito
achatado como um caixão sobre o mar, e eu nos sabia castos, enquanto ficava
atento a sentir você despejar em mim, em pequenas sacudidas contínuas, o líquido
morno e branco.
Trecho: (GENET, 1968, p. 68 em Nossa Senhora das Flores)

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quarta-feira, 21 de outubro de 2009

A simplicidade de um sorriso é a dança com o infinito!



“...Os antigos conceitos de jubileu e bacanal se originaram a partir da intuição de que certos eventos  existem foram do “tempo profano”, a unidade de medida da História e do Estado. Essas ocasiões literalmente ocupavam espaços vazios no calendário...” (BEY, Hakim. Zona Autônoma Temporária, Ed. Conrad, São Paulo, pp. 24-25. 2º edição, 2001).


“...Liberto do tempo e do espaço, ele, no entanto, possui  bom faro para o amadurecimento dos eventos e afinidade com o genius loci...” Idem, p. 25.


 Pintura: Matisse


“...Lute pelo direito de festejar...Ela pode até ser planejada, mas se não acontece é um fracasso. A espontaneidade é crucial...” Idem, p. 26

“...— O mundo deles é lacrado. Ninguém pode entrar ou sair sem o consentimento dos seres inorgânicos. A única coisa que você pode fazer sozinho quanto está lá dentro é, claro,verbalizar seu intento de ficar. Dizê-lo em voz alta significa colocar em ação correntes irreversíveis de energia. Nos tempos antigos as palavras eram incrivelmente poderosas. Agora não são mais. No reino dos seres inorgânicos, por outro lado, elas não perderam o poder...” ( CASTANEDA, Carlos. A arte de sonhar, Ed. Nova era, Rio de Janeiro, pp. 197. 2º edição, 1994).


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terça-feira, 20 de outubro de 2009

Não se esqueçam que um dia todos nós Morreremos!

“...A revolução classifica o levante como um ”fracasso”. Mas, para nós, um levante representa uma possibilidade muito mais interessante, do ponto de vista de uma  psicologia de libertação, do que as “bem-sucedidas revoluções burguesas, comunistas, fascistas, etc...”. (BEY, Hakim. Zona Autônoma Temporária, Ed. Conrad, São Paulo, pp. 21. 2º edição, 2001).




Pintura: Os saltimbancos, 1905 de Pablo Picasso


“...A familiar nuclear, com suas conseqüências ”dores edipianas”, parece ter sido uma invenção neolítica, uma resposta à “revolução agrícola” com usa escassez e hierarquia impostas. O modelo paleolítico é mais primário e mais radical: O bando. O típico bando nômade ou semi-nomade de caçadores-coletores é formado por cerca de cinqüenta pessoas...A  família nuclear é fechada, geneticamente, pela posse masculina sobre as mulheres e crianças, pela totalidade hierárquica as sociedade agrícola-industrial. Por outro lado o bando é aberto...O bando não pertence a uma hierarquia maior, ele é parte de um padrão horizontalizado de costumes, parentescos, contratos e alianças, afinidade espirituais etc. (A sociedade dos índios norte-americanos preserva até hoje certos aspectos  dessa estrutura”...). Idem, p.23.


“...Muitas forças estão trabalhando – de forma invisível – para dissolver a família nuclear e resgatar o bando em nossa própria  sociedade da Simulação pós-Espetacular...” Idem, p. 24.


“...O pior de tudo é que pessoas inteligentes e cultas vivem sua vida sem conhecerem a possibilidade de tais mudanças. Entram inteiramente despreparadas na segunda metade de suas vidas. Ou existem, porventura, universidades que preparem essas pessoas para sua vida futura e para suas exigências, da mesma forma como há universidades que introduzem os jovens no conhecimento do mundo e da vida? Não! Entramos totalmente despreparados na segunda metade da vida, e, pior do que isto, damos este passo, sob a falsa suposição de que nossas verdades e nossos ideais continuarão como dantes. Não podemos viver a tarde de nossa vida segundo o programa da manhã, porque aquilo que era muito na manhã, será pouco na tarde, e o que era verdadeiro na manhã, será falso no entardecer. Tratei um número muito grande de pessoas idosas e olhei para dentro da câmara secreta de suas almas para não mudar de idéia...” (JUNG, C.G. A Natureza da Psique, Ed. Vozes, 1971. Rio de Janeiro, p166.)





Pintura: Personaggi, 1960 de Mino Maccari.

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sexta-feira, 16 de outubro de 2009

O sol com frio se aquece com um papelão em um beco escuro...

  "Oh! Não Maldigam o mancebo exausto
    Que no vício embalou, a rir, os sonhos..."
Álvares de Azevedo



O bebedor de Absinto: Édouard Manet


"Eia! Bebamos!
És o sangue do  gênio, o puro néctar
Que as almas do poeta diviniza,
O condão que abre o mundo das magias!
Vem, fogoso Cognac! É só contigo
Que sinto-me viver. Inda palpito,
Quando os eflúvios dessas gotas  áureas
Filtram no sangue meu correndo a vida,
Vibram-me os nervos e as artérias queimam
Os meus olhos ardentes se escurecem
E no cérebro passam delirosos
Assomos de poesia..."

Álvares de Azevedo



A . Durero: La Melancolía

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