terça-feira, 20 de outubro de 2009

Não se esqueçam que um dia todos nós Morreremos!

“...A revolução classifica o levante como um ”fracasso”. Mas, para nós, um levante representa uma possibilidade muito mais interessante, do ponto de vista de uma  psicologia de libertação, do que as “bem-sucedidas revoluções burguesas, comunistas, fascistas, etc...”. (BEY, Hakim. Zona Autônoma Temporária, Ed. Conrad, São Paulo, pp. 21. 2º edição, 2001).




Pintura: Os saltimbancos, 1905 de Pablo Picasso


“...A familiar nuclear, com suas conseqüências ”dores edipianas”, parece ter sido uma invenção neolítica, uma resposta à “revolução agrícola” com usa escassez e hierarquia impostas. O modelo paleolítico é mais primário e mais radical: O bando. O típico bando nômade ou semi-nomade de caçadores-coletores é formado por cerca de cinqüenta pessoas...A  família nuclear é fechada, geneticamente, pela posse masculina sobre as mulheres e crianças, pela totalidade hierárquica as sociedade agrícola-industrial. Por outro lado o bando é aberto...O bando não pertence a uma hierarquia maior, ele é parte de um padrão horizontalizado de costumes, parentescos, contratos e alianças, afinidade espirituais etc. (A sociedade dos índios norte-americanos preserva até hoje certos aspectos  dessa estrutura”...). Idem, p.23.


“...Muitas forças estão trabalhando – de forma invisível – para dissolver a família nuclear e resgatar o bando em nossa própria  sociedade da Simulação pós-Espetacular...” Idem, p. 24.


“...O pior de tudo é que pessoas inteligentes e cultas vivem sua vida sem conhecerem a possibilidade de tais mudanças. Entram inteiramente despreparadas na segunda metade de suas vidas. Ou existem, porventura, universidades que preparem essas pessoas para sua vida futura e para suas exigências, da mesma forma como há universidades que introduzem os jovens no conhecimento do mundo e da vida? Não! Entramos totalmente despreparados na segunda metade da vida, e, pior do que isto, damos este passo, sob a falsa suposição de que nossas verdades e nossos ideais continuarão como dantes. Não podemos viver a tarde de nossa vida segundo o programa da manhã, porque aquilo que era muito na manhã, será pouco na tarde, e o que era verdadeiro na manhã, será falso no entardecer. Tratei um número muito grande de pessoas idosas e olhei para dentro da câmara secreta de suas almas para não mudar de idéia...” (JUNG, C.G. A Natureza da Psique, Ed. Vozes, 1971. Rio de Janeiro, p166.)





Pintura: Personaggi, 1960 de Mino Maccari.

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"Para cantar é preciso primeiro abrir a boca. É Preciso ter um par de pulmões e um pouco de conhecimento de música. Não é necessário ter harmônica ou violão. O essencial é querer cantar. Isto é, portanto, uma canção. Eu estou cantando".

Trecho: Trópico de Câncer de Henry Miller